segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Liberdade, porém não absoluta!

Como já dizia o célebre filósofo e ativista francês Jean Paul Sartre: "somos condenados a liberdade". Porém nem todos acham que existe ou que tenha essa tal liberdade e pior ainda quando dizem que a tem, se justificam dizendo que não sabem usá-la. Pois, é, quando Sartre disse que somos condenados a liberdade ele provou que não podemos jamais dizer que não temos liberdade, muito pelo contrário, somos seres de liberdade, porém é uma liberdade que acima de tudo se liga a responsabilidade, liberdade implica responsabilidade e responsabilidade implica em liberdade. Se você deixa de ir ao trabalho pelo fato de não está querendo ir ou por está entendiado você tem a liberdade de não ir, porém você tem de ter a consciência de que essa sua escolha acarretará uma conseqüência e terá de arcar com a responsabilidade. Se você escolhe ir ao trabalho também terá conseqüências por essa escolha que serão de sua responsabilidade. O que é mais interessante é que quando você dizia que não escolheu ir ao trabalho ou à escola, ao restaurante, ao teatro, seja lá o que for, você já fez uma escolha, pois, não escolher é uma escolha. Você tem liberdade para escolher: seja a escolha de escolher ou não escolher, fazer ou não fazer.
Agora um questionamento: existe liberdade absoluta? Baseado nos existencialistas, principalmente em Sartre, na Ética e na nossa finitude a resposta é a seguinte: Somos limitados e finitos. Não podemos fazer tudo o que queremos, pensamos, desejamos, pois nem sempre o que almejamos está disponível, além de devermos respeitar a liberdade dos outros, respeitar as leis, e a sociedade como um todo, portanto, respeitar a nós mesmos e as nossas responsabilidades.  
Como dizia o célebre sábio Einsten: "Tudo é relativo, salvo o infinito" .Pelo que eu sei nem nós somos infinitos, o que dizer, então, de nossa liberdade?

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