No Brasil o trabalhador continua sendo desvalorizado: desconhecido o seu esforço, empenho e luta para levar uma vida digna e honesta. Inúmeras são as classes de trabalhadores que trabalham mais do que recebem salário, indicando uma clara e evidente relação indireta = quanto mais horas trabalhadas = menor salário ou salário incompatível com a carga horário ou tipo de atividade exercida.
O fato mais interesse é que no último dia de sessão da Câmara dos Deputados Federais, o plenário aprovou o projeto de aumento de 61,83% nos salários dos próprios parlamentares, de 133,96% no valor do vencimento do presidente da República e de 148,63% no salário do vice-presidente e dos ministros de Estado. O projeto iguala em R$ 26.723,13 os salários dos deputados, dos senadores, do presidente da República, do vice-presidente da República e dos ministros do Executivo. Esse é o mesmo valor do salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que serve como teto do funcionalismo público. O novo salário entrará em vigor no dia 1º de fevereiro do próximo ano, quando os parlamentares eleitos em outubro passado tomarão posse. Para entrar na pauta, os deputados tiveram de aprovar o regime de urgência para votação. O placar registrou 279 votos favoráveis, 35 contrários e 3 abstenções. Depois de obtido o regime de urgência, o projeto foi votado simbolicamente, sem o registro dos votos no painel eletrônico. O Senado votará a proposta ainda hoje. Como se trata de um projeto de decreto legislativo, não é preciso sanção do presidente da República. O projeto é promulgado imediatamente pelo Legislativo.
Engraçado a votação para aumento do salário dos "Parlamentares" brasileiros é feita em regime de urgência e de forma simbólica e claro mais rápida que o lendário personagem de histórias em quadrinhos The Flash, enquanto que o aumento de salário para os trabalhadores, principalmente, o funcionalismo público é uma verdadeira epopéia, que dura dias, meses e anos para ser aprovado um projeto de lei para aumento e dura muito mais tempo para ser votado e aprovado o "aumento" que na quase totalidade se trata de esdrúxulos 3%, 4% ou no máximo 5% do salário atual.
No Brasil é assim: o que é melhor para uma minoria é péssimo para uma maioria.
Quando será que os trabalhadores brasileiros serão recompensados com um salário a altura de seus esforços?

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